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Os robôs advogados e o futuro da profissão jurídica: estamos em perigo?

Os robôs advogados e o futuro da profissão jurídica: estamos em perigo?

Nas últimas décadas vemos uma expansão cada vez maior no campo da inovação tecnológica onde diversas áreas são afetadas positiva ou negativamente por este cenário.

No ramo jurídico a situação não se mostra diferente, e cada vez mais a tecnologia tem sido implementada de forma a se adaptar no trabalho do dia a dia de advogados, trazendo a otimização de processos burocráticos e agilizando trabalhos rotineiros de escritórios advocatícios.

Atualmente, segundo o Advogado Dr. Jonatas Lucena, Especialista em Direito Digital, é possivel programar softwares para realizarem trabalhos maçantes e rotineiros do campo jurídico.

Entretanto, o que para o Advogado pode ser tido como um grande avanço positivo para outros profissionais da área constitui-se como uma ameaça real ao trabalho que eles desempenham. Gerando um tabu onde acredita-se que num futuro próximo as máquinas irão substituir por completo o trabalho humano.

Entretanto, é preciso ter em mente que os chamados “robôs advogados” não surgem no campo jurídico como um substituidor do trabalho feito por profissionais desta área, mas sim como um prestador de serviço que pode facilitar demasiadamente o trabalho destes profissionais, funcionando, pois, como mais uma tecnologia aliada ao ser humano.

O robô-advogado não tem capacidade de exercer atividades privativas da advocacia, mas, da mesma forma que outras tecnologias, atuam como auxiliar na eficiência e otimização do desenvolvimento dos trabalhos profissionais de advogados.

Portanto, é possivel dizer em outras palavras que esta tecnologia robótica não é capaz de suprimir o poder decisório e as responsabilidades do profissional, pois não foram desenvolvidas com tal intuito.

É dentro desta perspectiva da tecnologia como um auxiliar do advogado que surge questões onde não encontramos um impedimento legal e ético por parte do uso de determinadas tecnologias no campo de trabalho jurídico.

Entretanto, segundo um parecer da OAB, alguns caminhos estão sendo delimitados em sentidos éticos e de restrição do uso de robôs advogados. Segundo explicou o Advogado Dr. Jonatas Lucena, foi rejeitado o uso desta tecnologia para fins de acobertamento da mercantilização da profissão advocatícia, assim como o uso de facilitação à captação de clientela.