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O uso de Inteligências Artificias com a finalidade de viciar usuários

O uso de Inteligências Artificias com a finalidade de viciar usuários.

Moderar os conteúdos que surgem na maior plataforma de compartilhamento de vídeos não é tarefa fácil, afinal o número de vídeos que são postados todos os dias no YouTube é algo que ultrapassa a casa dos milhões. Portanto, é comum nos depararmos com vídeos perturbadores e ofensivos quando navegamos pela plataforma.

Entretanto, para Especialistas em Direito Tecnológico o grande problema não são os vídeos que surgem em nossa tela por acaso, mas sim as recomendações automáticas do YouTube que se utilizam de Inteligências Artificiais baseadas em algoritmos com o propósito de manter o usuário por várias horas em frente a tela do dispositivo eletrônico, tornando-o um verdadeiro viciado.

A teoria afirmada por um ex-funcionário do Google que trabalhava diretamente com algoritmos de recomendação do YouTube, faz muito sentido ao Advogado Dr. Jonatas Lucena, que sendo Especialista em Crimes Cibernéticos, acredita que o uso de algoritmos faz com que o usuário perca tempo assistindo a vídeos pelos quais ele não procurou e que o fazem perder horas navegando na plataforma.

Entre os temas mais recomendados pelo YouTube podemos notar a forte presença dos vídeos sensacionalistas, como teorias da conspiração e noticiais falsas. Para o Especialista em Direito Tecnológico, é preciso que os usuários percebam que as recomendações do YouTube são tóxicas e pervertem as discussões cívicas.

Entretanto, o cenário viciante criado pela plataforma de vídeos não beira os crimes de tecnologia virtual, apesar de serem viciantes e envolventes. Em básico, quanto mais estranho o conteúdo, maior a probabilidade de visualização por parte do usuário, o que consequentemente torna a probabilidade de recomendação por algoritmos ainda maior.

“É uma verdadeira bola de neve viciante, onde só quem sai ganhando é próprio criador do vídeo e obviamente o YouTube” comentou o Advogado Dr. Jonatas Lucena que acredita que questões como esta devem ser vistas com mais seriedade pelo ramo jurídico.