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Fim do Whatsapp e Telegram: Presidente e ministros passam a usar celulares criptografados da ABIN

Fim do Whatsapp e Telegram: Presidente e ministros passam a usar celulares criptografados da ABIN.

As recentes invasões de celulares relatados por juízes e procuradores, bem como o vazamento de diálogo entre o juiz federal Sergio Moro com o procurador Dallagnol, provocaram uma mudança de hábito no escalão do governo de Jair Bolsonaro, onde tanto o presidente quanto outros integrantes do Executivo, que antes trocavam mensagem pelo Whatsapp e Telegram, decidiram por migrar suas conversas de temas confidenciais para telefones criptografados fornecidos pela ABIN.

De acordo com o Especialista em Crimes Cibernéticos Dr. Jonatas Lucena, casos de invasão a dispositivos informáticos feito por hackers tem se mostrado um delito crescente e de difícil controle, tendo que, portanto, serem encarados estes crimes virtuais como uma questão de Estado e de segurança nacional, afirmou o Advogado Especialista em Direito Tecnológico.

Em verdade, parece óbvio que comunicações governamentais não deveriam ser realizadas por aplicativos comerciais como o Whatsapp e Telegram, e-mail e até mesmo linhas convencionais de telefonia fixa ou móvel. Portanto, para Especialistas em Cyber criminalidade a decisão do presidente Bolsonaro foi muito bem pensada, apesar de ter sido tomada tardiamente.

Sobre o celular criptografado da ABIN, o Advogado Dr. Jonatas Lucena comenta uma série de restrições do aparelho que determinam uma maior segurança: O smartphone não permite a instalação de aplicativos como Whatsapp, Twitter, Telegram e Facebook. Além disso, segundo o Advogado só é possível se comunicar de forma criptografada com outros aparelhos similares.

Utilizar aparelhos com informações não criptografadas pode deixar expostos os conteúdos antes mesmo de seu acesso indevido, ou seja, se alguém conseguir ter acesso ao celular poderá obter informações nele armazenadas. Entretanto, no caso de aparelhos criptografados, como o celular da ABIN, a criptografia da comunicação impede o acesso ao fluxo de dados do dispositivo, impedindo também o acesso de seu conteúdo a pessoas externas, explica o Advogado Dr. Jonatas Lucena, Especialista em Direito Tecnológico e Crimes Cibernéticos.