Lucena e Milani Sociedade de Advogados

Menu

Dispositivos de tecnologias vestíveis devem ser preocupação nas empresas

Dispositivos de tecnologias vestíveis devem ser preocupação nas empresas

Já é comum nas empresas brasileiras funcionários que utilizam seus próprios dispositivos – smatphones, tablets e notebooks – no ambiente de trabalho. A prática conhecida como BYOD (ou ‘traga seu próprio dispositivo’) foi ampliada, e mais recentemente dispositivos ‘vestíveis’ como o Apple Watch já são vistos em uso em empresas.

Esta tecnologia caracterizada por estar em roupas e acessórios que podem ser vestidos pelo usuário tem o objetivo de melhorar ou estender funcionalidades tecnológicas uma vez que pode ser integrado a outros dispositivos eletrônicos.

É tendência que usuários desta tecnologia, da mesma maneira que fazem com os dispositivos portáteis, os levem para o ambiente de trabalho. Por isto, as empresas devem procurar se adaptar de forma a estipular regras de uso. Segundo o Especialista em Direito Digital, Dr. Jonatas Lucena, estas regras precisam ser claras e muito bem definidas, devido a três motivos: segurança, riscos trabalhistas e privacidade do usuário.

Sob o prisma da privacidade, o Especialista em Direito Tecnológico explica que já existem aplicações que servem para dispositivos moveis que permitem separar o pessoal daquilo que é corporativo. Chamadas de aplicações contêineres, o uso de tecnologias vestíveis não se limitará somente a divisão pessoal e corporativo, mas sim limitar-se-á em regras definidas pela própria empresa.

Em relação aos riscos trabalhistas, dispositivos portáteis – incluindo os vestíveis- permite que a funcionário se mantenha conectado por todo o dia. Entretanto, o Advogado Dr. Jonatas Lucena, explica que já existem tecnologias que permitem que a empresa bloqueie certas funções, de forma que o usuário não se conecte a funções da empresa fora do horário de trabalho e vice-versa.

No tocante à questões de confidencialidade o uso de dispositivos vestíveis pode trazer risco a segurança da empresa. Regras claras de acesso e armazenamento de informações confidenciais são necessárias, segundo o Advogado Especialista em Direito Cibernético.