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Lucena e Milani Sociedade de Advogados

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Sociedade de Advogados

Escritório Especializado em Direito Digital e Empresarial

Conheça as ferramentas usadas na perícia digital computacional

Hoje em dia os crimes virtuais ou digitais estão previstos na legislação brasileira como passíveis de prisão e sanções administrativas, como prescrito na Lei nº 12.737 publicada em 2012. A área de perícia digital computacional tem crescido no Brasil e vem se aperfeiçoando gradativamente.

Nessa mesma crescente estão as atividades ilícitas, como por exemplo, utilização de internet para ameaça anônima ou tentativa de disseminação de vírus para captação de dados. Além dessas, outras mais pesadas como: homicídio, estupro, armazenamento de operação de lavagem de dinheiro e registros financeiros falsos podem ser descobertos com uma forense computacional.

Para atuar nessa área como perito ou técnico é necessária uma visão aprofundada das armas reais e das armas hipotéticas possíveis, permitindo supor o que pode ter acontecido, estar acontecendo ou vir a acontecer. As ferramentas utilizadas dão um panorama de quem está por trás desses crimes e também auxilia na resolução dos problemas.

Veja abaixo as cinco ferramentas modernas mais utilizadas na perícia digital computacional:

caller IP: monitora a entrada, saída e invasão de IPs;

recoverMyFiles: recupera dados deletados ou formatados;

smartWhois: verifica o endereço IP e de domínio;

e-mailTracker: fornece o local de origem do e-mail, sua rota e a empresa responsável;

enCase: padronização de laudos, recuperação de dados, bancos de dados de evidencias, analisa hardwares, analisa logs, permite a perícia das evidencias sem alterá-las, dentre outras funcionalidades.

Além de peritos forenses, esses programas têm auxiliado também administradores de redes, auditores de T.I., técnicos em segurança, entre outros.

Para analisar todas essas ferramentas é necessário conhecimento e aplicação prática. Não adianta apenas saber seus nomes e funcionalidades se a técnica não for aprendida. Por isso, segundo o Código de Processo Civil Lei 7.270, determina que para ser Perito Computacional é necessário nível superior e comprovação de especialidade na matéria.

As ferramentas e metodologias são padronizadas e apresentadas pela IOCE (Organização Internacional de Evidência Digital) e, hoje em dia, alguns peritos computacionais não vêm colocando-as em prática, pois se utilizam de procedimentos laboratoriais para a obtenção das evidencias.

Especialistas em perícia digital computacional alertam que o trabalho na área começa muito antes de se precisar dele, com estudo, planejamento e preparação efetiva. Constantemente essas e outras ferramentas, assim como as metodologias e legislações são mudadas ou atualizadas. É um campo de constante mudança e estar a par delas é essencial para exercer com excelência a perícia digital computacional.

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OAB/SP 14.339