Fake News e as eleições em 2018

 

As Fake News já foram grandes protagonistas nas eleições americanas e a tendência é que elas ganhem forte protagonismo também, aqui no Brasil, na próxima disputa presidencial, já que até mesmo nossos vizinhos latino-americanos, Colômbia e Argentina não conseguiram escapar.
As notícias falsas sempre existiram, porém o que hoje as tornam diferentes são os modos de suas distribuições. Se aproveitando do interesse do público, ganharam forças em todos os âmbitos e a política soube aproveitar o momento como nunca. Tendo em vista o cenário de polarização ideológica e de crise política em que vivemos, os candidatos desenvolveram uma estratégia de manipulação da informação para atingir o eleitorado.
A partir dessas estratégias, eles estão se preparando com munições de todos os tipos: desde falsas acusações a ataques pessoais. Tais práticas podem manchar uma reputação e criar vantagens na corrida eleitoral de forma desonesta.  As consequências de tais notícias são desastrosas. Elas podem influenciar o voto dos cidadãos, ampliar a polarização e principalmente, criar ambientes de disseminação de ódio, fortalecendo os lados mais extremos, tais quais enfraquecem a capacidade de um debate político.
Mas para ganhar força e visibilidade algo grandioso tem que estar por trás disso. Existem dois fatores que contribuem para que as notícias falsas corram soltas, impunimente por aí. O primeiro e o que se aperfeiçoa cada vez mais, são agências especializadas nesse tipo de ramo. Elas estudam o comportamento das pessoas nas redes sociais, os pontos fracos de políticos e até mesmo como beneficiar seu cliente candidato ao cargo. Com o diagnóstico pronto, elas criam perfis falsos e usam robôs ou bots para impulsionar essas informações, que por sua vez, ganham uma estrondosa velocidade de disseminação.

Outro fator que ajudaria o ramo nas eleições de 2018, é a maneira como o brasileiro enxerga as redes sociais. No Brasil, uma rede social é levada a sério, como um jornal com credibilidade pelos seus cidadãos. Dessa forma, a maioria acredita que as redes são importantes fontes de notícias fazendo com que os usuários do país sejam um dos que mais compartilhem notícias no mundo inteiro.
Sem tempo ou disposição para investigar ou checar se a informação transmite veracidade ou não, o brasileiro tem fortes chances de ser prejudicado com as Fake News ou até mesmo usá-la para prejudicar outras pessoas, como por exemplo, compartilhando notícias que podem beneficiar o candidato de sua preferência. Sendo assim, vendo posições parecidas com a sua, as pessoas tendem a achar que aquilo é verdade, se fechando numa bolha do chamado isolamento ideológico.
A punição sozinha não tem como combater a Fake News, até porque não existem tipos penais de forma direta para esse tipo de conduta. O TSE afirma que tomará medidas para monitorar a disseminação de notícias falsas durante o processo eleitoral. A criação desse tipo de notícia irá se configurar crime. Para os candidatos que desejam se promover sem atacar adversários, as redes sociais serão permitidas para o impulso de informações voltadas para seus projetos.

 

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