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Aplicativo Faceapp que 'envelhece' as pessoas apresenta riscos para os usuários

Aplicativo Faceapp que “envelhece” as pessoas apresenta riscos para os usuários.

Popularizou-se nas redes sociais Instagram e Facebook a postagem de fotos que mostra como seriam os usuários seriam se fossem mais velhos. Com um objetivo cômico, o aplicativo conhecido como Faceapp soa inocente, porém, Advogado Especialista em Direito Digital alerta para os perigos do aplicativo da moda atual.

Por trás do app que propõe uma brincadeira de “envelhecimento”, o Faceapp tem se mostrado invasivo ferindo princípios de privacidade de seus usuários. Desenvolvido em 2017 por uma empresa russa, o app que utilizou a Inteligência Artificial para modificar o rosto das pessoas envelhecendo-as ou ainda rejuvenescendo-as, se tornou alvo de preocupações de Especialista em Segurança Cibernética e profissionais em Direito Digital.

Com mais 50 milhões de downloads feitos somente nesta última semana, o aplicativo que pode ser baixado gratuitamente em dispositivos móveis se tornou uma febre entre usuários das redes sociais e até mesmo celebridades.

A empresa criadora do Faceapp que busca lucros em cima de filtros pagos e exibição de anúncios para seus usuários, expõe uma política de privacidade no rodapé do site, que segundo Especialistas em Crimes Virtuais, se mostra um pouco incerta.

Para o Advogado Dr. Jonatas Lucena, Especialista em Direito Digital, “o Faceapp tem uma política de privacidade bastante confusa. Ele tem a possibilidade de coletar e usar as fotos dos usuários. Além disso, a coleta de outras informações pessoais, como identificadores do celular, endereço de e-mail e dados de localização também podem ser utilizados pelos criadores do app”

Sendo tida como uma política de privacidade muito permissa, os desenvolvedores do app afirmam que as informações coletadas podem ser utilizadas e compartilhadas com diversos serviços e negócios afiliados ao Faceapp. O que demonstra que a coleta de dados para fins diversos vai muito além do uso por parte da empresa dona do aplicativo.

Ademais, Especialistas em Direito e Tecnologia afirmam que também faltam políticas de segurança, ou seja, a empresa diz que não podem garantir a segurança de informações que o usuário transmite através do Faceapp e que, portanto, não há garantia de que estes dados não possam ser acessados, alterados ou até mesmo destruídos.

Para o Especialista em Direito Digital e Crimes Cibernéticos Dr. Jonatas Lucena, o aplicativo viola a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD) que deverá entrar em vigor no próximo ano. “A lei estabelece regras claras do uso e coleta de dados pessoais, como finalidade, adequação e transparência. Estes princípios, entretanto, não são compatíveis com as políticas do Faceapp que se mostram confusas e impreciso para os usuários” comenta o Especialista.